quarta-feira, 22 de julho de 2015

3 - Surpresa

Cinema 

   Acordei com meu celular tocando, tirei ele do bolso e atendi nem vendo quem era: 

     - Kathe onde você está?
     - Mãe? - perguntei meio sonolenta 
     - Sim Kathe. Onde você está? 
     - Na casa do Leandro.
     - E nem pra avisar, você sabe que horas são? Porque não me liga avisando que ia ficar ai? 
     - Mãe desculpa eu me esqueci. Eu já estou indo pra casa okay? 
     - Não demore.

   Ela desligou o telefone. Levantei e acordei a Manu e os meninos:

    - Eu preciso ir embora. Minha mãe ligou e ela está muito puta comigo.
    - Eu acho que meus pais já chegaram. Vou pegar a chave do carro e levo vocês lá - o Leandro falou levantando e indo para o corredor. - Vamos - ele voltou.
    - Mas não temos que arrumar aqui? - a Manu disse.
    - Não precisa. Qualquer coisa eu durmo aqui sem problemas. - assentimos e saímos do apartamento

   Entramos no elevador e fomos pra garagem, pegamos o carro e fomos pra minha casa. Chegamos rapidinho em casa me despedi dos meninos e entramos no prédio, a Manu ia dormir lá em casa. Entramos no elevador e logo estávamos no 12° andar, peguei a chave do bolso e destranquei a porta, rodei o trinco e abri bem devagar a porta pra fazer o minimo possível de barulho. Entramos e as luzes da sala estavam acessas e dava para risadas desconhecidas, olhei pra Manu que estava me olhando com uma cara estranha de quem não estava entendendo: 

     - Mãe? - coloquei a chave no porta chaves e fui andando pelo corredor bem devagar.
     - Na sala - ela respondeu, Quando cheguei na sala nem acreditei no que vi, meu pai estava ali, fiquei sem reação e meus olhos se encheram de lágrimas e eu corri pra ele que estava de braços abertos me esperando. Ele me abraçou e me ergueu um pouco do chão
      - Como você cresceu Kathe - ele me apertou - Como eu senti sua falta meu amor - ele sussurrou no meu ouvido.
      - Eu também pai, muita mesmo - sussurrei de volta e ele me colocou no chão e eu limpei meu rosto - Eu pensei que o senhor só chegasse amanhã.
     - Nosso voo foi antecipado algumas horas e chegamos aqui mais cedo. Ai eu liguei para sua mãe e ela disse que você não estava em casa e pensamos em fazer uma surpresa para você. 
      - Meu Deus pai eu quase morri do coração.
      - Seu coração é forte. Nossa já ia esquecer, essa é a Rebeca minha esposa. - ele puxou a moça que estava sentada no sofá. 
      - Prazer - ela falou em português sorrindo, ela é linda, tem a pele branca como a minha, cabelo castanho e e olhos caramelos e um corpo perfeito. 
      - Prazer - dei um beijinho na bochecha dela - Essa é minha melhor amiga, Manuella - apontei pra Manu que estava do lado da minha mãe. 
      - Oi - ela sorriu tímida - E só Manu, por favor, só minha mãe me chama de Manuella e quando ela esta muito brava.
       - Claro - meu pai respondeu sorrindo 
       - Vocês já jantaram meninas.
       - Sim. Jantamos no shopping.
       - Okay. Então vamos dormir, já esta tarde e amanhã vocês matam a saudade - assentimos e eu abracei meu pai, fomos abraçados até o quarto onde ele ia dormir, deixei ele lá e voltei pro meu quarto onde a Manu já estava. 
       - Você esta feliz? - ela perguntou enquanto eu encostava a porta.
       - Muito. Tanto que eu nem consigo expressar - me joguei na cama e ela sentou do meu lado.
       - Então fico feliz por você.
       - Tem alguma coisa? O que foi Manu? - me sentei 
       - Ah é só que seu pai já esta aqui, então isso. Sei lá só temos mais um dia juntas e depois acabou... - ela abaixou a cabeça 
       - Minha princesa - abracei ela - Poxa, não fica assim. Você sabe que a escolha não foi minha, eu não posso brigar com meus pais. Eu também não quero me mudar agora, não depois do que o Leandro me falou hoje. 
       - Ele criou coragem pra contar - ela me olhou espantando.
       - Você sabia? 
       - Kathe todo mundo já sabia, só você não tinha percebido.
       - Nossa. Me senti até sei lá... - levantei da cama indo até o guarda-roupa, peguei um pijama pra mim e outro pra Manu.
       - Todo dia eu tentava te contar, mas o Fê nunca deixava. Ele dizia que isso era uma coisa sua e do Leandro. Eu ficava muito puta com ele - ela pegou o pijama que eu tinha jogado na cama.
       - Você deveria ter me contado Manuella. Quem sabe as coisas não teriam sido diferentes?
       - Vocês ficaram? - ela perguntou tirando a blusa dela e colocando a do pijama.
       - Ficamos. Mas, sei lá... Eu peguei que ia ser diferente... Ah você sabe Manu... - tirei meu casaco e minha regata e coloquei meu pijama favorito de coruja, que é meu animal preferido. 
       - Porque você gosta dele? 
       - É... Mas, foi normal. Como quando eu fiquei com o Pedro. Normal. - peguei meu celular e deitei na cama de barriga pra cima, colocando meu celular em cima da mesma. 
       - Será que alguém superou a paixão por ele? Minha menininha esta crescendo - ela  disse virando de bruços e apertando minha bochecha.
        - Cala a boca Manu. Eu só acho que não esta tão forte com antes. Mas esquece. 
        - Pensa pelo lado bom você vai pra Londres e pegar qualquer menino que você quiser. Olha que maravilha. Se fosse comigo eu ia estar ferrada. 
        - Ah claro, até porque eu já peguei muitos meninos na minha vida. Vou chegar lá pegando geral.
        - Eu aposto que você vai achar vários meninos legais lá e quem sabe sua paixão verdadeira não esta lá? 
        - Manu você já esta falando merda - dei risada - E melhor você ir dormir - ela me mostrou a língua e se arrumou na cama.
        - Eu só falo a verdade - ela pegou o celular dela - Já que você não quer conversar comigo, vou conversar com o mozão.
        - Então beleza - mostramos a língua uma pra outra e ficamos mexendo no celular até pegar no sono.